sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Ficção de identidade

Não posso tocar um gesto,
que nas tuas mãos se esguia,
um sentimento em caligrafia,
se levanta um frio de um protesto,

Fosse estranho se não o fizesse,
senão fosse cobarde de culpa,
para uma coragem de desculpa,
e fugir do que acontece,

Ah! se não fosse tudo tão corrosivo,
ou me tornas constantemente vivo,
ou demasiado morto,

queria eu perceber sem ter de olhar,
aquilo que me rasga a vedação,
se é amor por negação,
ou se ódio de continuar,

antes fosse ficção!
sem qualquer identidade,
sem doença de identidade,
e apenas imaginação

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